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Mogi Guaçu adota um dia semanal de alimentação 100% vegetal nas escolas municipais

A rede municipal de ensino de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, deverá passar a oferecer um dia semanal de alimentação 100% vegetal aos estudantes. A medida faz parte do programa Prato Verde, previsto em um acordo de cooperação firmado entre a Secretaria de Educação do município e a ProVeg Brasil em 24 de setembro de 2026.

De acordo com a ProVeg Brasil, a rede municipal atende aproximadamente 17 mil alunos distribuídos em mais de 60 unidades escolares. A proposta é inserir, uma vez por semana, um cardápio sem ingredientes de origem animal nas escolas de Mogi Guaçu, combinando planejamento nutricional, formação profissional e ações educativas.

Como funcionará o programa Prato Verde

A parceria prevê consultoria técnica para as equipes responsáveis pela alimentação escolar, além do desenvolvimento de receitas e da realização de oficinas práticas de culinária. Também estão previstas atividades de educação alimentar e nutricional voltadas aos estudantes, com o objetivo de aproximar as crianças dos alimentos utilizados nas preparações.

A iniciativa não se resume à troca de ingredientes em receitas já conhecidas. A implementação de um cardápio vegetal em escolas exige adaptação dos pratos, organização das compras, treinamento das profissionais responsáveis pelo preparo e estratégias para estimular a aceitação dos alimentos pelos alunos. Esses elementos integram a proposta apresentada para Mogi Guaçu.

Entre os grupos de alimentos associados ao modelo estão legumes, verduras, frutas e leguminosas, como feijão e outras variedades. A composição dos pratos, no entanto, deverá seguir o planejamento técnico da rede municipal e as orientações aplicáveis à alimentação escolar. A divulgação da ProVeg Brasil não detalha quais serão as primeiras receitas nem informa a data de início do primeiro cardápio vegetal.

Referências para a alimentação escolar

Segundo a organização, o programa considera referências do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Guia Alimentar para a População Brasileira. O enquadramento coloca a proposta dentro do debate sobre políticas públicas de alimentação, diversidade dos cardápios e formação de hábitos alimentares desde a infância.

A adoção de um dia semanal também diferencia o projeto de uma substituição integral do cardápio municipal. A medida estabelece uma frequência específica para as refeições exclusivamente vegetais e permite que a rede organize a operação de maneira gradual, com acompanhamento das equipes e observação da resposta dos estudantes ao longo da implementação.

Além do conteúdo servido nos pratos, as atividades educativas podem ajudar a explicar a origem dos alimentos, as formas de preparo e a importância de ampliar a variedade da alimentação. A proposta apresentada pela ProVeg Brasil relaciona esse trabalho à educação alimentar e nutricional, sem indicar, na divulgação consultada, metas específicas de adesão ou indicadores de avaliação.

Parceria alcança milhares de estudantes em Mogi Guaçu

A dimensão da rede municipal dá à iniciativa um alcance relevante no município. Com cerca de 17 mil alunos e mais de 60 escolas, a implantação do Prato Verde dependerá da coordenação entre a Secretaria de Educação, as equipes de alimentação e os profissionais que atuam diretamente nas unidades de ensino.

A página de notícias da ProVeg Brasil registrou a divulgação da parceria em 25 de setembro de 2026, um dia após a assinatura do acordo. A entidade apresenta o projeto como uma ação voltada à inclusão de refeições vegetais na alimentação escolar e à qualificação das equipes envolvidas no serviço.

Até o momento, as informações divulgadas não especificam quais escolas começarão a oferecer o cardápio, como será medida a aceitação dos pratos ou se haverá avaliação dos custos da operação. Também não foram informados os alimentos que estarão presentes na primeira refeição 100% vegetal. Esses detalhes devem ser definidos no processo de implementação pela Secretaria de Educação de Mogi Guaçu.

O caso coloca o município paulista no debate sobre a presença de refeições à base de vegetais em políticas públicas de alimentação. Para outras cidades, a experiência poderá servir como referência de planejamento, capacitação e comunicação com as comunidades escolares, desde que seus resultados sejam acompanhados e divulgados pelas instituições responsáveis.

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