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O que impede a população com 60 anos ou mais de ter voz nas decisões sobre previdência e saúde? Compreenda com o Sindnapi

O Sindnapi — Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos elucida que, em um país que discute reformas na previdência, financiamento da saúde e políticas de cuidado, nenhum grupo tem mais em jogo do que a população com 60 anos ou mais.

O contexto torna o tema urgente. Com o eleitorado brasileiro envelhecendo junto com a população, a pessoa idosa nunca teve tanto peso numérico nas urnas e, ao mesmo tempo, tantos canais formais de participação à disposição: conselhos do idoso, conferências, audiências públicas e consultas abertas, muitas delas agora acessíveis pela internet.

A pergunta que este artigo responde é prática: onde, exatamente, o aposentado pode fazer sua voz ser ouvida e como começar?

O peso eleitoral que cresce a cada eleição

Comecemos pelo voto. Para quem tem mais de 70 anos, ele é facultativo, mas os números mostram que boa parte desse público continua comparecendo às urnas por convicção. E o envelhecimento populacional faz o restante: a cada ciclo eleitoral, a fatia de eleitores com 60 anos ou mais aumenta, o que obriga candidatos e partidos a olhar com mais atenção para pautas como reajuste de benefícios, filas do INSS e atendimento em saúde.

Peso numérico, porém, só vira poder político quando o eleitor vota informado. Comparar propostas voltadas à pessoa idosa, cobrar posições claras sobre previdência e acompanhar o que o eleito fez depois da posse são atitudes que transformam a participação política de gesto simbólico em instrumento real de pressão.

Conselhos do idoso: a cadeira que costuma ficar vazia

Talvez o espaço mais subaproveitado da cidadania na terceira idade sejam os conselhos do idoso. Presentes em âmbito nacional, estadual e municipal, esses colegiados reúnem representantes do poder público e da sociedade civil para fiscalizar políticas, propor prioridades e acompanhar a aplicação de recursos destinados à população idosa, inclusive os fundos específicos alimentados por doações e destinações do Imposto de Renda.

O Sindicato Nacional dos Aposentados observa que muitos municípios têm conselhos formalmente criados, mas com baixa participação da própria comunidade idosa. É uma cadeira à mesa das decisões que costuma ficar vazia. Ocupá-la não exige formação técnica: exige presença, disposição para acompanhar reuniões e conhecimento da realidade local, algo que ninguém tem mais do que quem vive essa realidade todos os dias.

Sindnapi — Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos
Sindnapi — Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos

A mudança que a internet trouxe para a participação

Há uma transformação recente que joga a favor do cidadão mais velho: a digitalização dos canais de participação. Consultas públicas online, transmissões de sessões legislativas, plataformas de sugestão de projetos e até reuniões de conselhos por videoconferência reduziram a barreira que o deslocamento sempre representou para quem tem mobilidade limitada.

O desafio, claro, é a familiaridade com a tecnologia. Por isso, iniciativas de inclusão digital voltadas à terceira idade têm efeito direto sobre a cidadania, e é também por isso que o Sindnapi defende que o letramento digital do idoso seja tratado como política pública, não como favor da família. Quem aprende a usar o celular para uma videochamada com o neto está a poucos passos de usá-lo para opinar em uma consulta pública.

O equívoco de esperar que alguém defenda seus direitos por você

Existe uma armadilha silenciosa no raciocínio de muitos aposentados: a ideia de que “as entidades já cuidam disso”. Sindicatos, associações e movimentos sociais são, de fato, engrenagens fundamentais; negociam, pressionam, acompanham votações em Brasília. Mas representação coletiva funciona melhor quando a base participa: comparece, opina, cobra e legitima quem fala em seu nome.

É essa combinação que o Sindnapi estimula entre seus associados: a entidade atua nos bastidores e nas mesas de negociação, enquanto orienta o aposentado a ocupar também os espaços locais, do conselho municipal à audiência no bairro. Cidadania, nessa visão, não é delegação, é parceria.

Envelhecer participando: o legado que fica

Cada geração de idosos que ocupa espaços de decisão facilita o caminho da seguinte. As conquistas que hoje parecem naturais (prioridade no atendimento, gratuidade no transporte, o próprio Estatuto da Pessoa Idosa) nasceram de gente que decidiu não assistir de longe. O envelhecimento do Brasil garante que as pautas da pessoa idosa estarão no centro do debate público pelas próximas décadas; falta garantir que os próprios idosos estejam lá também.

Referência nacional na defesa de direitos, na oferta de serviços e na proteção integral da pessoa idosa, o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos orienta quem deseja começar a participar do cadastro em um conselho municipal ao acompanhamento das pautas em tramitação. Fale com a Sede Nacional: (11) 3293-7500 — WhatsApp: (11) 92007-9443.

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