Projeto substitui o atual Centro de Operações Integradas por uma estrutura mais moderna, elevando a cobertura de 161 para 925 câmeras
Caraguatatuba se prepara para uma reformulação profunda em seu sistema de segurança pública tecnológica. O atual sistema do Centro de Operações Integradas passará por uma grande reformulação, dando lugar à Central de Segurança Integrada, um modelo mais moderno e abrangente que promete ampliar drasticamente a cobertura de monitoramento no município.
O tamanho da expansão prevista
Os números do projeto ajudam a dimensionar a escala da mudança planejada pela gestão municipal. Atualmente, Caraguatatuba conta com 161 câmeras de segurança, sendo 116 fixas e 45 com tecnologia embarcada, como reconhecimento facial, leitura de placas e zoom óptico. Com o novo projeto, esse número será elevado para 925 câmeras, o que representa um aumento de 474% na cobertura total do sistema.
Como será a distribuição das novas câmeras
Além do salto no número total de equipamentos, a nova estrutura também deve mudar a lógica de distribuição geográfica do monitoramento pela cidade. O número de pontos de cobertura será triplicado, expandindo o alcance do sistema das regiões centrais para os bairros, além de integrar outras 371 câmeras já existentes em 60 unidades escolares, 14 Unidades Básicas de Saúde e diversos prédios públicos municipais.
O projeto também prevê o uso de ferramentas de análise de dados para orientar decisões estratégicas sobre onde concentrar o monitoramento. O modelo contará com apoio da plataforma federal Córtex, que permite o cruzamento de dados com mandados de prisão em aberto, além de utilizar análises de zonas de risco e fluxos populacionais para orientar a distribuição dos pontos de monitoramento pela cidade.
Uma proporção de câmeras superior à da capital paulista
Comparado a outras iniciativas semelhantes pelo país, o projeto de Caraguatatuba se destaca justamente pela proporção de câmeras por habitante. O modelo se espelha em iniciativas de sucesso, como o Smart Sampa, da capital paulista, que hoje opera com 17 mil câmeras para 11,4 milhões de habitantes, uma câmera para cada 675 pessoas. Em Caraguatatuba, a proporção será superior, com uma câmera para cada 108 moradores, o que torna o sistema local sete vezes mais eficiente em termos de monitoramento per capita.
Apesar do salto expressivo na quantidade de equipamentos, a gestão municipal projeta um aumento moderado nos custos de operação do sistema. Mesmo com o aumento expressivo na cobertura, o custo mensal do sistema terá incremento reduzido, passando de 450 mil para aproximadamente 500 mil reais, graças ao modelo de locação com manutenção incluída adotado pelo contrato.
Quando o novo sistema deve entrar em operação
Com o cronograma já definido pela administração municipal, o projeto se encontra em fase de elaboração de edital para aquisição dos equipamentos. O governo municipal pretende viabilizar a implementação da nova central, que promete posicionar Caraguatatuba como referência nacional em segurança pública inteligente e integrada, ainda ao longo do segundo semestre deste ano.
Com a nova central prevista para reunir mais de 30 telas de monitoramento e presença permanente de representantes da Guarda Civil Municipal, Polícia Militar e Defesa Civil, o Smart Caraguá deve consolidar a cidade entre os municípios brasileiros mais avançados no uso de tecnologia aplicada à segurança pública, ampliando significativamente a capacidade de resposta das autoridades locais diante de ocorrências criminais e emergências urbanas.
Fontes:
https://www.caraguatatuba.sp.gov.br/pmc/2025/05/smart-caragua-municipio-tera-sistema-de-monitoramento-de-seguranca-moderno-com-aumento-de-474-das-cameras/https://www.caraguatatuba.sp.gov.br/pmc/2025/05/caraguatatuba-e-contemplada-com-oito-cameras-de-monitoramento-do-programa-muralha-paulista/




